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Escrito por Joe Sterling, da CNN
Interactive
Pierre Klochendler - correspondente da
CNN em Jerusalém. (Jerusalém) --
Ilana Krielovetzki, 17, emigrou da
Rússia para Israel com sua família há
sete anos. Bill Murray, 56, um encanador
escocês, vive em uma colônia agrícola
em Israel.
Moshe Hever, 70, é aposentado. Sua
família vinda do Iêmen chegou à
Palestina nos anos 20. Raphael Nissim
Mizrahi, 67, nasceu em Israel. Assim como
a estudante de segundo grau Yael Minzter.
Ibrahim Azimi, 40 anos, dono de
restaurante, é da vila de Abu Ghosh.
Essas são as faces do Israel moderno.
Os judeus representam 81% do milhão de
pessoas que ali vivem, representando 35%
do mundo judaico. Os muçulmanos compõem
14.5% da população e os cristãos
formam 2,8% -- em sua maioria árabes. Os
remanescentes incluem os druzos e outros,
como os circassianos.
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| Uma cultura de diversidade A
sociedade -- apesar da esmagadora maioria
judaica - revela-se etnicamente
diversificada e um tubo de ensaio
demográfico, preenchido com uma mistura
desordenada de culturas. Ao longo de
décadas, o país atraiu judeus do mundo
inteiro, desde os que sofreram
perseguição até aqueles que, por causa
da religião e idealismo, escolheram
fincar raízes na terra dos seus
antepassados .
É uma nação de fazendas e telefones
celulares, de futebol e fábricas, de
ricos e pobres, de comunistas e
capitalistas, de rock e música
clássica.
É uma miscelânea dinâmica de
imigrantes e nativos, de negros e
brancos, dos provenientes de vilas e
cidades, do moderno e do tradicional, de
judeus que podem apontar suas origens em
várias nações - seja na Dinamarca,
Etiópia, Índia, Estados Unidos, Chile,
Polônia, Marrocos, Tunísia, Alemanha,
Hungria, Iraque, Irã ou na Palestina,
quando a Terra Sagrada era governada
pelos otomanos e pelos britânicos.
Com o passar dos anos, os imigrantes
continuam chegando, porém mais e mais
israelenses se referem a si mesmos como
shabra, a palavra para cactos em
hebraico, que também significa nativo da
terra.
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| A maior conquista de Israel? Sua
existência Muitos israelenses,
como Orit Shapir de 25 anos e Oded Volk
de 46, acreditam que a maior conquista da
nação nos últimos 50 anos é sua
existência, que se reflete agora em seu
crescimento econômico.
"Apesar das dificuldades, o país
cresce" , afirma Shapir, uma
estudante que trabalha num jardim de
infância.
Volk, citando o desenvolvimento das
colônias agrícolas, tais como kibbutzim
e moshavim, aponta para a construção de
uma sociedade por pessoas de diversos
países.
Elad Gadai, estudante yeshiva de 22
anos, chama o estabelecimento de Israel
de "um milagre de Deus", um
evento que transformou um povo perseguido
e caçado durante100 anos em cidadãos
fortes e independentes -- como outras
nações do mundo. Hoje, Gadai diz,
"nós mesmos podemos nos
proteger".
Hever maravilha-se com o crescimento
da população judaica de Israel. Zvi
Spietzer, 49, que trabalha como produtor
cultural de concertos, diz: "Nós
queremos que judeus do mundo inteiro
venham viver em Israel ".
Gil Birger, 32, o gerente geral de uma
firma de alta tecnologia em Israel,
admira o empreendimento industrial e
econômico da sociedade.
Assim, também Noam Guberman, 20, que
serve ao exército israelense. O camarada
de farda de Guberman, Yitzhak Bar-Gad,
18, admira o progresso diplomático feito
em favor da paz. Minzter, que irá servir
ao exército no próximo ano, compartilha
o mesmo otimismo e almeja servir a seu
país.
"O que eles disserem para eu
fazer, eu vou fazer," diz ela.
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| Nem todos os árabes e judeus
irão comemorar Ibrahim Azim -- um
árabe muçulmano -- considera Israel sua
pátria e diz que irá celebrar os 50
anos junto com seus compatriotas judeus.
"Você é livre. Você pode fazer
o que quiser".
Para outros árabes, todavia, a
existência de Israel dificilmente
poderá ser motivo para se comemorar.
"Eles acreditam que esta é a sua
terra", afirma Ra'ed Shahin, 25, que
diz que o aniversário significa pouco
para ele. Shahin acredita que
"haverá uma guerra" e prevê
uma ocupação renovada da Margem
Ocidental.
"Nós teremos nosso estado",
acrescenta.
George Shammas, 70, um palestino
árabe cristão que é pastor aposentado,
lembra-se com paixão da independência
de Israel porque foi então que ele
perdeu sua casa.
Por outras razões, judeus israelenses
não se mostram com um estado de ânimo
muito esperançoso. Para muitos, a
segurança é a maior preocupação.
Raphael Nissim Mizrahi disse que
dançou quando Israel foi fundada em
1948, mas não irá celebrar agora. Os
perigos e as tensões lhe trazem densas
lembranças da época que os britânicos
controlavam a Palestina, tempos atrás.
"Agora não é a mesma coisa, as
pessoas não estão contentes",
disse. "Você sai de casa pela
manhã e não sabe se vai voltar à
noite."
David Lieberman, 43, um judeu
ortodoxo, também não irá celebrar.
"Os judeus estão na terra sagrada
porque Deus lhes prometeu, e o estado
está simplesmente forçando as pessoas a
comemorar. Israel não é um estado como
os outros", afirmou.
"Nós estamos aqui porque isto é
Israel" e não porque é o estado de
Israel.
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Serão os próximos 50 anos de paz? Judeus
israelitas dizem que o país teve seus
erros ao longo do caminho e esperam poder
retificá-los.
Shapir, que lamenta os efeitos da
Guerra do Líbano dos anos 80, quer uma
sociedade com "todos vivendo em
harmonia, como cantava John Lenon".
Krielovetzki diz que um "outro
problema é que os novos judeus
imigrantes não são propriamente aceitos
quando chegam em Israel". Porém,
completa: "mas agora eu sinto que
pertenço a esta terra, e não à
Rússia."
Bill Murray, que diz que é um
equívoco para Israel permitir que
"religião participe da
política."
Como a maioria dos israelenses, Murray
vai celebrar o aniversário com a
família e amigos e refletir sobre as
próximas 5 décadas.
Ele espera que "os próximos 50
anos sejam um pouco mais calmos".
Zivit Barzilai, 30 , uma cabeleireira
de Los Angeles, diz que o 50º
aniversário foi um fator determinante na
sua decisão de retornar a Israel onde
ela nasceu.
"Nós somos inseparáveis, não
desistimos e continuamos lutando por
isto."
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